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Tecnologia Ameaça o Futuro de Diversas Profissões; saiba mais


Assim como o futuro do trabalho prevê o surgimento de profissões, outras carreiras podem simplesmente desaparecer ou ganhar novos contornos com o avanço da tecnologia.


Estão ameaçadas atividades que exigem competências como trabalho repetitivo, coleta e processamento manual, concordam especialistas em carreira e inovação.

“O grande desafio é que a tecnologia destrói empregos antigos sem criar empregos novos”, observa Ricardo Basaglia, diretor-geral da Michael Page.


Na avaliação dele, entre as posições com os dias contados estão funcionários em fábricas de maneira geral, contadores, atendentes, operadores de call center, caixas de supermercados e outros tipos de estabelecimentos comerciais.


O McDonald’s instalou totens para autoatendimento, exemplifica a futurista Elatia Abate, sócia da consultoria Fesa Group, em entrevista por telefone ao Valor Investe. Também já existem aplicativos e totens para contratação de seguros nos Estados Unidos, tornando o trabalho do corretor mais consultivo, diz o especialista em inovação Arthur Igreja, co-fundador da plataforma AAA e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).


“Pessoas que trabalham recebendo dinheiro em bancos também vão sumir”, afirma Elatia. Mesmo o caminhoneiro, no contexto de veículos autônomos, tende a perder espaço. Para ela, o profissional não vai precisar mais dirigir o trajeto todo, e sim apenas durante parte do caminho.


Segundo Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, consultoria do Grupo Talenses especializada em recrutamento para vagas em início de carreira, é possível que exista risco de diminuição de profissões ligadas a atividades de manutenção, como mão de obra em fábricas.


Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, consultoria do Grupo Talenses especializada em recrutamento para vagas em início de carreira — Foto: Divulgação

Também está na berlinda os guias de museus, por exemplo. “Já existem tutores virtuais. A próxima etapambém estãa é que possamos perguntar a um chatbot informações sobre as obras de arte”, afirma.


O especialista questiona: quem desejar uma roupa sob medida vai contratar um alfaiate ou apenas enviar para uma impressora 3D? Em contrapartida, empregos que lidam com imprevisibilidade, segundo Basaglia, têm chance pequena de desaparecer. É o caso de bombeiros e cuidadores de idosos, ou mesmo de profissionais da saúde.


“Não tenho dúvida de que os computadores têm capacidade de diagnóstico, mas a capacidade de análise do médico e a empatia são competências difíceis de substituir, assim como o tato humano, que tem relevância na maior parte das profissões”, exemplifica.


A reinvenção vai ser algo fundamental para a maioria das carreiras, incluindo atividades tradicionais, como advogados, professores, corretores de seguros e médicos.

“Não vejo uma máquina fazendo um parto, mas um robô assessorando um parto, sim”, observa Vianna.


Funcionário em fábrica da Natura — Foto: MM/Bloomberg

A tendência é que profissões que requerem criatividade, resiliência e pensamento crítico ganhem mais força. “O trabalho a ser um ato de criar, de expressão da criatividade do ser humano”, enfatiza Basaglia.


A pedido do Valor Investe, Arthur Igreja elaborou uma lista com cinco profissões ameaçadas pela tecnologia:

Cartorário

Os registros começam a ser feitos por meio da tecnologia blockchain e o Brasil já começou a ter jurisprudência a esse respeito, segundo o especialista. “Então, a tendência natural é que essa profissão desapareça não mais no longo prazo, mas no médio prazo”, diz Igreja.


Co-piloto de avião

“Hoje, temos atuando piloto e co-piloto, sendo um redundante em relação ao outro”, exemplifica Igreja. A tendência é caminhar para se ter apenas um profissional. Ele lembra que há empresas fazendo testes com aviões autônomos, ou seja, sem piloto. “O ato de pilotar também está se tornando automático, e o profissional só será indispensável por alguns minutos durante a decolagem e aterrisagem.”


Engenheiro calculista (civil, elétrico, mecânico etc.)

Toda a tarefa de cálculos, sejam estruturais, sejam de sistemas elétricos, é algo que está deixando de fazer sentido em razão do uso cada vez maior de softwares específicos que conseguem prever uma série de variáveis. “É fascinante ver o quanto isso esta avançando e o quanto é seguro, e como é dispensável o papel do engenheiro calculista que passa horas validando premissas de cálculos por fatores de segurança e compra de materiais”, analisa o professor.


Profissionais que trabalham com estoques/inventários

Os estoques estão se tornando robotizados e automatizados, a exemplo do que a Amazon tem feito. Igreja cita o exemplo de uma fabricante chinesa que passou a vender, neste ano, 100 mil robôs para atuar em estoques e armazéns. “Neste mês, também tivemos uma demonstração no Vale do Silício de um robô estoquista que acompanha todo o inventário”, exemplifica.


Gestor de compras

O gestor de compras, que passava o dia fazendo inúmeras cotações, também está desaparecendo, segundo Igreja. “O que estamos vendo agora é a integração entre empresas, ou seja, quem tem a demanda e a oferta conectados digitalmente”, afirma. O processo de decisão em relação aos melhores fornecedores, portanto, passa a ser cada vez mais digital com uso de softwares especializados.

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