• Sandro Mesquita

Tecnologia Maker no auxílio a Deficiente Visual

O ser humano está sujeito, por fatores da vida: a acidentes e traumas que venham a causar deficiência visual temporária ou permanente, perda parcial da visão ou até mesmo nascer com esta deficiência. As condições de deficientes visuais na locomoção ou para realizar algumas atividades tão simples é de extrema dificuldade, podem torná-los incapazes de executar atividades corriqueiras podendo levá-los a exclusão da sociedade, mesmo com todos os tratamentos avançados existentes na medicina. A aquisição das tecnologias hoje no mercado para muitos está longe da realidade, porém vem crescendo uma comunidade denominada como Maker, que se dedica a pesquisar, desenvolver e protótipar soluções a baixo custo, como de um óculos com reconhecimento facial e de objetos para auxiliar no cotidiano deste público.


Segundo um censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil existem mais de 6,5 milhões de pessoas que têm algum tipo de deficiência visual e as escolas, ruas, cinemas e até as residências não estão adaptadas nem preparadas para receber pessoas com limitação na visão, com isso a exclusão, isolamento e acidentes crescem a cada ano junto com uma tecnologia assistiva cara e inacessível pela maioria da população que também segundo o IBGE, 25,4% da população vivem na linha da pobreza com uma renda familiar de apenas R$ 387,07, esses dados fazem parte a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais realizada em 2017 - SIS 2017.


Se neste ambiente nasce uma pessoa com deficiência visual ou durante sua trajetória de vida é acometido por perda parcial ou total da visão, estas pessoas não teriam acesso a tecnologia que cresce exponencialmente, não teriam recurso suficiente para adquirir um óculos com inteligência Artificial que iriam lhe garantir uma segurança nos afazeres do dia a dia e uma melhor qualidade de vida, pois estes hoje no comércio custa em torno de R$ 12.000,00. Logo motivado pelo âmbito social, estudantes, engenheiros e entusiastas desenvolvem projetos open-source que assista esta parte da sociedade porém com um baixo custo garantindo assim o direito de todos de uma vida sociável.


Como um exemplo apresentamos um óculos com reconhecimento facial e de objetos projetado por Tiago Diógenes e orientado por Sandro Mesquita, este projeto já foi selecionado para eventos internacionais como a Maker Faire Rome, Maker Faire Hannover e Maker Faire Virtually, finalista na FEBRACE (Feira Brasileira de Ciência e Engenharia) e premiada com CNPq.


Com custo de produção por volta de R$ 400, o protótipo é equipado com uma placa Raspberry Pi 3 B+, que é o cérebro dos óculos, e uma câmera 4.0, que faz o reconhecimento facial e dos objetos. Para a detecção de obstáculos ao longo do percurso, é utilizado um sensor ultrassônico acoplado que faz o calculo da distância e reproduz por um assistente virtual a distância do obstáculo, a pessoa e o objeto detectado.


Atualmente, na versão quatro (até então, são pensados até a sétima versão com modificações), o dispositivo deve, futuramente, estar apto a utilizar um sistema de codificação própria de pessoas, se conectar a Internet das Coisas (IoT) para troca de informações entre os mesmos dispositivos, taxi, uber, ônibus e residência, também usará o benefício da internet para se conectar com os prestadores de cuidados informando localização, riscos de queda, monitoramento da saude entre outros recursos.


Conheça os sites do autor:

https://www.profsandromesquita.com/

http://www.arduinoceara.com/


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